SÁB-DOM, 14-15 Maio | CCIF/UMAR | Oficina de TEATRO DA OPRIMIDA – Arco Íris do Desejo

No próximo fim-de-semana, dias 14 e 15 de Maio, haverá no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) em Alcântara, Lisboa, uma oficina de Teatro da Oprimida, promovida pela Marcha Mundial das Mulheres Portugal, à qual a UMAR pertence.

A facilitadora é Luciana Talamonti, que já fez Teatro das Oprimidas numa prisão argentina, na Palestina (com refugiadas, mulheres vítimas de violência etc.), com italianas e migrantes na Casa delle Donne de Modena. Participa na rede internacional Madalenas.

Teatro Oprimida 14-15 Maio CCIF

“DIS-TINTAS, CORES PARA TRANS-FORMAR”

Os quartéis dos nossos “polícias na cabeça” são sociais, será que servem para transformar a sociedade?

Augusto Boal dizia que os quartéis dos nossos “polícias na cabeça” são sociais e que um verdadeiro cidadão tem que tentar transformar a sociedade.
É evidente que a sociedade ocidental está tornando-se cada vez mais individualista. Nela já não se fala de luta de classes, @s trabalhador@s já não se vêem como um conjunto, mas apenas como indivíduos com contratos particulares. A ideia do self-made man norte-americano segundo a qual cada um e cada uma pensa por si própri@ e receia as consequências dos próprios actos individuais parece ser o único paradigma possível. Sendo assim, o envolvimento político dos cidadãos europeus é cada vez menor também porque a palavra política é muitas vezes interpretada como corrupção e considerada sinónimo de máximos poderes inalcançáveis… um palavrão!

Não conseguindo encontrar as verdadeiras causas das opressões – que na realidade são sociais – consideramo-nos nós mesm@s as culpadas ou os culpados das nossas frustrações. Paralelamente, estão a aumentar os distúrbios psicológicos e o uso dos psicofármacos, também nas crianças. Segundo o modelo dominante os “loucos” são pessoas perigosas e nós temos que ser sempre fortes, equilibrad@s, sem mostrar fraquezas. Parecemos ser consumidores anestesiados e acríticos mais que cidadãos, por isso voltar à ideia de cidadania de Boal parece algo utópico…
Neste contexto geral existem alternativas como o pensamento feminista, a “sororidade”. As ferramentas críticas que nos oferecem permitem-nos reconhecermo-nos de forma diferente da lógica hetero-normativa patriarcal que nos quer controlar através de várias mistificações (o pecado original, a histeria, o mito do corpo das mulheres como objecto de culto e de troca, etc.).
Se o pensamento filosófico-científico das classes dominantes levou a tudo isto, como será possível transformar a sociedade sem pô-lo em discussão?

Aproveito a oportunidade desta oficina para propor um laboratório em que, usando o “Arco-íris do desejo” se trabalhe sobre as opressões sociais de forma política encontrando estratégias de transformação.

A oficina é gratuita com OFERTA LIVRE para a facilitadora. 

Durará 2 dias, dias 14 e 15 de MAIO, 8 horas cada, e poderá terminar com uma acção pública colectiva. 

Inscrições para:  serenacacchioli@gmail.com

Anúncios

Amanhã, Sábado 17 de Janeiro, 21h30 // TEATRO no CCIF/UMAR!

Lembramos que a apresentação da peça “Três Faces de um Rosto. Portugal, três mulheres, três gerações” no Centro de Cultura e Intervenção Feminista CCIF/UMAR decorrerá já amanhã, Sábado dia 17 de Janeiro, às 21h30!

Marcações para 93 406 42 08.

Os bilhetes são apenas a 4 euros e poderão ser adquiridos no local antes do início da peça. Contamos com a vossa presença e divulgação!

Três Faces de um Rosto

SINOPSE:
Um rosto de mulher.
Três faces.
Três silhuetas, três símbolos.
Três personagens percorrem um século de história, um século de desafios e de dilemas, num Portugal carregado de diferenças sociais, de avanços e de recuos.
Um Portugal que vive mudanças, que ganha novos contornos, novos papeis, novos paradigmas.
Três personagens procuram o seu lugar na história enquanto tentam saber quem são.
Como se adaptam às novas realidades?
Como fazem para não esquecer que são sempre parte de um rosto?

10418441_408193145996048_6231192683225783466_nO PROJECTO MAGNÓLIA é um projecto interventivo de expressão artística, focado na abordagem de temas sociais fracturantes, expressando-se através do Teatro.

SÁB, 17 Janeiro, 21h30 // TRÊS FACES DE UM ROSTO – Portugal, três mulheres, três gerações

Dia 17 de Janeiro, Sábado, pelas 21h30, o Projecto Magnólia apresenta no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) a peça de teatro TRÊS FACES DE UM ROSTOPortugal, três mulheres, três gerações.
Esta peça esteve em exibição no Teatro Turim em Lisboa, no final de 2014 e será uma oportunidade única poder assisti-la no CCIF/UMAR!  Lugares limitados. MARCAÇÕES PARA: 93 406 42 08
Três Faces de um Rosto
SINOPSE:
Um rosto de mulher.
Três faces.
Três silhuetas, três símbolos.
Três personagens percorrem um século de história, um século de desafios e de dilemas, num Portugal carregado de diferenças sociais, de avanços e de recuos.
Um Portugal que vive mudanças, que ganha novos contornos, novos papeis, novos paradigmas.
Três personagens procuram o seu lugar na história enquanto tentam saber quem são.
Como se adaptam às novas realidades?
Como fazem para não esquecer que são sempre parte de um rosto?
63737_408193852662644_9021165716932381992_n

O PROJECTO MAGNÓLIA é um projecto interventivo de expressão artística,focado na abordagem de temas sociais fracturantes, expressando-se através do Teatro. 

QUA, 24 Setembro 19h00 // O Amor é um Animal de Duas Costas: Assimetria e Violência na Relação Masculino X Feminino

Esta sessão busca uma reflexão sobre a relação entre Masculino x Feminino, colocando em perspectiva dados estatísticos sobre a violência contra as mulheres no Brasil em analogia com o destino trágico feminino presentes no Teatro, Cinema e Artes Plásticas.

O convidado desta palestra, Alexandre Caetano, é actor, dramaturgo, encenador e coordenador do curso de teatro do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio em São Paulo, Brasil.

AlexandreCaetano
Contamos convosco no dia 24 às 19h00 no Centro de Cultura e Intervenção Feminista!
Como habitualmente, a entrada é livre.

ATENÇÃO: O evento previsto para dia 25 de Setembro, “Apresentação final do projecto Laboratório de Género” foi adiado. Obrigada pela compreensão.