50 anos de Stonewall 28 Junho 1969 – 28 de Junho 2019

Hoje, 28 de Junho, faz precisamente 50 anos que ocorreram os motins de Stonewall em Nova Iorque e que assinalam o nascimento do movimento de defesa dos direitos LGBT.

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Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, as duas mulheres trans que lideraram os motins de Stonewall em 1969 e que abriram caminho para o nascimento deste movimento.

Este ano marca também os 20 anos da primeira marcha LGBT em Portugal dando uma força ainda maior para sairmos à rua e marcharmos pela liberdade e igualdade de direitos para todas/xs, contra o patriarcado e o binarismo de género.

A UMAR estará uma vez mais na rua pelo aumento da visibilidade e igualdade das lésbicas, bissexuais, trans e intersexo na sociedade. Por uma também igualdade efectiva das pessoas das comunidades LGBTI+ de origem afrodescendente, cigana, migrante e/ou com deficiência, que enfrentam discriminações múltiplas.

A 20.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa iniciar-se-á este Sábado, 9 de Junho na Praça do Príncipe Real (ponto de encontro da UMAR, 16h30 debaixo do grande cipreste do jardim) e seguirá até à Ribeira das Naus.

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Para ouvir, testemunho da nossa companheira Eduarda Ferreira, histórica activista lésbica e membro da UMAR, publicado hoje no Público, sobre a 1.ª Marcha LGBT de Lisboa (ano 2000).

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Clube Safo, associação lésbica do qual Eduarda Ferreira foi dirigente, na 1.ª Marcha do Orgulho LGBT em 2000. Fonte-http-portugalprideorg

Partilhamos também a ferramenta digital Stonewall Forever que permite descobrir o monumento “vivo” Stonewall Forever e explorar as suas duas colecções documentais “Life before Stonewall” e “The Stonewall Riots” que reúne testemunhos em vídeo, folhetos e fotografias de época antes e durante os motins.

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Inclui também o documentário de Ro Haber “Stonewall Forever” (21 min) que reúne vozes de mais de 50 anos de ativismo LGBTQ para explorar o legado actual deste histórico acontecimento.

Saudações feministas e anti-LesBiTransfóbicas!

 

 

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Programação do CCIF/UMAR em Maio!

Neste mês de Maio o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) está com uma programação de arromba! Programa completo, infra:

programação ccif maio 2019

Além da parceria com o Festival Feminista de Lisboa (dias 5, 18, 19 e 31) , temos também nos dias 8 e 9 de Maio o “Ciclo de Resistência Cultural Galego-Portuguesa. A Cultura é uma Arma”. Serão dois dias de programação conjunta com o Centro de Estudos Galegos da FCSH-UNL, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, Associação José Afonso, Cravo, FCSH-UNL, Academia Galega da Língua Portuguesa, Xunta de Galicia.

Ciclo de Resistência cultural galego-portuguesa

CICLO DE RESISTÊNCIA CULTURAL GALEGO-PORTUGUESA

Neste início de Maio, paramos para repensar, reflectir e discutir a expressão cultural como forma de Resistência no âmbito político e social Português e Galego. Partindo do mote que assume «A Cultura é uma Arma» projecta-se dois momentos distintos – uma Conferência e uma Festa.

CONFERÊNCIA «A Cultura é uma Arma» | Dia 8 de Maio 16h-20h
FCSH-UNL (Avenida de Berna 26C, Lisboa) Sala Multiusos 2 – Edifício ID

16H. JOSÉ MÁRIO BRANCO
‘’A Música como Arma de Transformação Social e Cultural’’ – a música de Intervenção, como mote para uma transformação e reflexão social no espaço cultural Português.

17H. REGUEIFA – ALBA MARIA E QUECO DIAZ
”Oficina de regueifa e improvisação oral: música popular para educar no feminismo”. Dois músicos Galegos que promovem a transformação da Música Tradicional Galega em Música Feminista. Os dois músicos organizarão uma breve oficina musical durante a conferência.

18H. FESTIVAL AGROQUEER
“Festival Agroqueer da Ulhoa”. Festival Cultural Galego que promove a discussão das temáticas LGBT em espaços rurais. A organização do Festival estará presente na conferência através da figura de Gina Gisbert, que procurará abordar a estrutura e organização do Festival, assim como, pensar a adaptação de temáticas progressistas – como os Direitos LGBT – a espaços, tradicionalmente, fechados e conservadores, como as aldeias interiores rurais.

19H. DANIEL AMARELO
”Fazes o teu próprio mundo tolerante”. Galego, a viver em Lisboa, irá abordar as práticas linguísticas e identidades sexuais não heteronormativas na Galiza contemporânea.

Entrada livre para todos os eventos 🙂

Saudações feministas do CCIF/UMAR

O CCIF/UMAR dá as muito boas-vindas ao Festival Feminista de Lisboa 2019!

O próximo mês de Maio será de arromba no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) com uma programação muito intensa e diversificada!

À semelhança do ano passado, onde o CCIF/UMAR acolheu um workshop no âmbito do 1.ª Festival Feminista de Lisboa, este ano, no âmbito de uma fantástica parceria, acolheremos cinco iniciativas do 2.ª Festival Feminista de Lisboa que decorrerá durante o mês de Maio subordinado ao tema “Feminismos: a luta no quotidiano”.

Parceria CCIF_UMAR e Festival Feminista de Lisboa 2.ª Edição-1

Actividades conjuntas do Festival Feminista de Lisboa, Maio de 2019, no CCIF/UMAR:

Mais informações no decorrer do próximo mês e/ou consulta-nos no nosso facebook  da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Entrada gratuita para todas as actividades.

Iniciando 2019 a todo o vapor!

2019 já começou e a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta deseja um ano pleno de lutas feministas para fazer face aos muitos desafios que se nos colocam. Um passo de cada vez rumo a um mundo menos sexista, discriminatório e opressor.

Acompanha-nos no website, facebook e/ou instagram em: umarfeminismos

Quanto às actividades no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR), novidades muito em breve 😉

Postal da UMAR para 2019

Um 2019 mais feminista! Ninguém larga a mão de ninguém!

Dias 21 e 22 de Novembro no CCIF/UMAR!

Na semana antecessora dos 16 Dias de Activismo contra a Violência de Género de 2018, a UMAR convida para os dois eventos que realizaremos em Lisboa no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) nos dias 21 e 22 de Novembro.

QUA, 21 de Novembro às 18h30 // À Conversa com Mulheres Arquitectas

Na próxima 4.ª feira, 21 de Novembro pelas 18h30 teremos uma sessão do ciclo “À Conversa com…” na qual teremos a oportunidade de conhecer as arquitectas Patrícia Santos Pedrosa e Diana Bugado da associação fundada em 2017 “Mulheres na Arquitectura”. Esta associação visa a reflexão e a acção no âmbito da equidade de género nas várias práticas no fazer arquitectura, cidade e território.

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QUI, 22 de Novembro às 15h00 // Lançamento do Relatório 2018 do Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR

Sessão de lançamento e apresentação dos dados do relatório anual de 2018 do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta na próxima 5.ª feira 22 de Novembro às 15h00 pelas técnicas e membros da equipa coordenadora do Observatório, Elisabete Brasil e Sónia Soares.

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Desde 2004 que a UMAR divulga os resultados dos relatórios anuais do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA ) sobre os femicídios e suas tentativas em Portugal estando todos eles disponíveis para consulta no nosso site em: http://www.umarfeminismos.org/index.php/observatorio-de-mulheres-assassinadas

Entrada livre em ambas as sessões.

Saudações feministas da UMAR

DOM, 1 Julho 17h-21h // FEIRA ZINES R’US do Rama em Flor – Festival Comunitário Feminista Queer no CCIF/UMAR

No próximo Domingo, 1 de Julho entre as 17h e as 21h, a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, enquanto parceira da 2.ª edição do Rama em Flor – Festival Feminista Queer, terá a honra de co-organizar e de acolher no nosso Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) a FEIRA de ZINES R’US de Ilustração, Edições Independentes e Arte DIY !!!

Esta Feira de Fanzines,  iniciativa do Rama em Flor – 2018, é feita em colaboração com o Festival Feminista de Lisboa e a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, com o intuito de dar espaço a edições independentes de artistas/ editoras LGBTQ+, não binárias de índole feminista.

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~~~ ARTISTAS/ BANCAS:

Andreia Coutinho – Ilustração
Bárbara Lopes Instagram.com/barbaralopesillustration
Bean instagram.com/li.prouvaire
Clara Busin / Gorros Feministas
Coletivo Bicho Feo coletivobichofeo.tumblr.com
Cuntroll Zine
Fanzines E Martelos
Festival Feminista de Lisboa
Flor de Ceres Rabaçal behance.net/deceres
ILGA Portugal
Las Piteadas
Laura Calado instagram.com/ugleigals
Mariana Pita tartaruga-nos-alpes.tumblr.com
Melão Brando melaobrandodistro.tictail.com
Pikii Dylluan – Illustrator
Rita Romeiras instagram.com/ritacomedida
Sapata Press
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta
Your Mouth Is A Guillotine
Zinistras

~~~ ACTIVIDADES:
18:00h ~ Stone Butch Blues – uma tradução ~

Inês Fernandes, Joana Matias e Joana Tomé trabalharam juntas para criar a primeira tradução portuguesa dos primeiros capítulos do clássico lésbico e transgénero Stone Butch Blues. Obra maior dx pioneirx das lutas trans*, queer, e trabalhadoras, Leslie Feinberg, Stone Butch Blues é romance, documento histórico da cultura lésbica dos anos 50 nos Estados Unidos, e grito de revolta contra a lesbofobia, a transfobia, o anti-semitismo. A apresentação consistirá de uma breve explicação do projecto, seguida da leitura do primeiro capítulo.

19:00h ~ Mini Documentário: Portraits por Las Piteadas ~

Portraits regista uma viagem entre Índia e Portugal. Narrada por vozes femininas, é uma descrição dos lugares através das suas experiências. Uma viagem à consciência de diferentes realidades e o abrir de portas da arte nómada a uma perspectiva feminista.

ENTRADA LIVRE!!!

QUI, 12 Abril, 18h30 no CCIF/UMAR | Corpos na Trouxa. Histórias-artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio

Na próxima 5.ª feira, 12 de Abril às 18h30 teremos​ no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) a sessão de apresentação do livro da activista palestiniana e investigadora em Estudos Feministas, Shahd Wadi “Corpos na Trouxa. Histórias-artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio” por Isabel Allegro de Magalhães, com a presença da autora.

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Evento, aqui. Entrada livre.

O ano de 2018 marca 70 anos desde a Nakba – a “catástrofe”, que resultou na expulsão de mais de 700.000 pessoas palestinianas dos seus lares, motivada pela criação do Estado de Israel.

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta é uma das organizações parceiras de uma série de encontros durante a primeira quinzena de Abril, inseridos no contexto da Semana do Apartheid Israelita (http://apartheidweek.org/), a fim de conscientizar sobre o sistema de apartheid de Israel sobre o povo palestiniano e construir apoio para o Movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).

Semana Anti-Apartheid Israelita 2018Saudações feministas da UMAR

O CCIF/UMAR fora de portas! Nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril em Santiago de Compostela, Galiza!

Pelo segundo ano consecutivo, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR),  através da nossa associação, a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, participa na organização dos Encontros Itinerantes de Mulheres da Lusofonia. Mulheres, Territórios e Memórias. Em 2017, o I Encontro de Mulheres da Lusofonia decorreu em Vilar de Santos, concelho de Ourense (Galiza) e este ano será em Santiago de Compostela, também na Galiza.

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As entidades organizadoras do II Encontro de Mulheres da Lusofonia: Mulheres, territórios e memórias são a Academia Galega da Língua Portuguesa, a Associação Pró-AGLP, e a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta. O encontro visa criar uma rede plural feminista de mulheres do espaço lusófono, potenciando um entrecruzamento de diálogos, de experiências e de conhecimento.

O II Encontro Mulheres da Lusofonia conta com o apoio da

  • Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP
  • Concelho de Santiago de Compostela
  • Livraria Lila de Lilith – Santiago de Compostela
  • Museu do Aljube. Resistência e Liberdade – Lisboa
  • Projeto Cárcere – Corunha/Galiza
  • Marcha Mundial das Mulheres-Galiza
  • Plataforma Feminista Galega
  • Ondjango Feminista – Angola
  • Fórum Mulher – Moçambique

O programa (infra) reflete o carácter feminista, anticolonial e internacionalista destes encontros de mulheres dos países de expressão portuguesa.

A entrada é livre, sujeita a inscrição (gratuita) para mulhereslusofonia@gmail.com

PROGRAMA:

Programa II Encontro_ final

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta participará no painel Entre o Ativismo e a Pesquisa. Mulheres na Resistência (com a participação do nosso projeto Memória e Feminismos e no painel Feminismos no Espaço Lusófono. Estará ainda nas mesas de abertura e de encerramento.

Mais informação em: http://www.facebook.com/mulheresdalusofonia

Contamos convosco e/ou com a vossa divulgação! Obrigada!

 

SEX, 18 de NOV. 18h30 // Apresentação do novo Livro “A Gorda” da escritora Isabela Figueiredo

Amanhã, 18 de novembro, às 18h30, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR), teremos o enorme prazer de estar com Isabela Figueiredo na apresentação do seu romance “A Gorda” recém-publicado pela Caminho. Este romance tem obtido excelentes críticas, nomeadamente no artigo publicado por Carla Macedo esta semana (16.11.2016) no Delas.pt, intituladoLemos ‘A Gorda’ e adorámos! Saiba por que razão tem de ler este livro do qual deixamos alguns excertos:

“Isabela Figueiredo, a autora de ‘A Gorda’ nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo), antes da independência das Colónias portuguesas em África. Maria Luísa, a personagem principal deste romance acabado de publicar pela Caminho também. Há mais coisas em comum entre ambas, muitas mesmo. São ambas professoras, escrevem, foram jornalistas, têm um blogue. E há, claro, a questão do peso: foram ambas gordas. (…)

O que é inesperado e em ‘A Gorda’ e surpreendente até ao fim é o retrato interior de, pelo menos, uma geração. (…)


isabela_figueiredoEm ‘A Gorda’ os tempos misturam-se como se costumam ligar na memória. O romance começa no fim quando a personagem principal já não é gorda, já fez a gastrectomia que a pôs a sopas e caldos e a fez emagrecer, mas as marcas do passado enquanto gorda ainda estão todas inscritas na autonarrativa de Maria Luísa.(…)

Fundamentalmente, qualquer mulher, provavelmente cada homem, se consegue relacionar com partes ou mesmo com o todo desta história. A recuperação de cenários como os bairros de barracas à porta dos bairros suburbanos, dos objetos do quotidiano como o passe L123 ou as motas Casal, de momentos históricos na vida doméstica como a instalação do telefone nos anos 80 ou a entrada para a faculdade do filho único das classes operárias fazem de ‘A Gorda’ um romance de época do pós-Colonialismo, cheio daquilo que o País é.”

isabela

Contamos contigo para um final de tarde especial.

Entrada livre!