SEX, 18 de NOV. 18h30 // Apresentação do novo Livro “A Gorda” da escritora Isabela Figueiredo

Amanhã, 18 de novembro, às 18h30, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR), teremos o enorme prazer de estar com Isabela Figueiredo na apresentação do seu romance “A Gorda” recém-publicado pela Caminho. Este romance tem obtido excelentes críticas, nomeadamente no artigo publicado por Carla Macedo esta semana (16.11.2016) no Delas.pt, intituladoLemos ‘A Gorda’ e adorámos! Saiba por que razão tem de ler este livro do qual deixamos alguns excertos:

“Isabela Figueiredo, a autora de ‘A Gorda’ nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo), antes da independência das Colónias portuguesas em África. Maria Luísa, a personagem principal deste romance acabado de publicar pela Caminho também. Há mais coisas em comum entre ambas, muitas mesmo. São ambas professoras, escrevem, foram jornalistas, têm um blogue. E há, claro, a questão do peso: foram ambas gordas. (…)

O que é inesperado e em ‘A Gorda’ e surpreendente até ao fim é o retrato interior de, pelo menos, uma geração. (…)


isabela_figueiredoEm ‘A Gorda’ os tempos misturam-se como se costumam ligar na memória. O romance começa no fim quando a personagem principal já não é gorda, já fez a gastrectomia que a pôs a sopas e caldos e a fez emagrecer, mas as marcas do passado enquanto gorda ainda estão todas inscritas na autonarrativa de Maria Luísa.(…)

Fundamentalmente, qualquer mulher, provavelmente cada homem, se consegue relacionar com partes ou mesmo com o todo desta história. A recuperação de cenários como os bairros de barracas à porta dos bairros suburbanos, dos objetos do quotidiano como o passe L123 ou as motas Casal, de momentos históricos na vida doméstica como a instalação do telefone nos anos 80 ou a entrada para a faculdade do filho único das classes operárias fazem de ‘A Gorda’ um romance de época do pós-Colonialismo, cheio daquilo que o País é.”

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Contamos contigo para um final de tarde especial.

Entrada livre!

 

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Universidade Feminista em Diálogo: chamada de comunicações livres

Chamada à participação de comunicações livres da Universidade Feminista para sessão no sábado, 12 de Novembro no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR).

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Todas/os interessadas/os poderão enviar uma proposta (máximo 300 palavras) para virem partilhar as suas ideias, trabalhos, questões. As participações podem ser feitas em formatos diversos (comunicações, performances, vídeos, posters, …).

As comunicações podem ser feitas por videoconferência com recurso ao Skype, possibilitando a participação de quem não está em Lisboa. 

Data limite para envio de propostas: 17 Outubro (enviar para universidadefeminista@gmail.com)

Entrada Livre – com possibilidade de almoço a 10€

Comemoração do 40.º Aniversário da UMAR – 12 de Setembro no CCIF/UMAR

Na próxima 2.ª feira, 12 de Setembro, a partir das 18h00, vamos estar juntas/os para comemorar os 40 anos da nossa associação feminista UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, com um encontro no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) em Alcântara, Lisboa.

Durante o convívio será apresentado um pequeno vídeo da história da UMAR e será lançada a Agenda Feminista 2017, entre outras surpresas.

Agradecemos, se possível, que as presenças sejam confirmadas para o e-mail umarfeminismos@gmail.com. Obrigada!

Saudações feministas da UMAR

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O Feminismo em Portugal está de Luto

Faleceu, no dia 3 de Setembro, uma das mentes mais brilhantes do feminismo em Portugal – Maria Isabel Barreno. A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta lamenta profundamente a sua morte e compromete-se a que lhe seja feita uma grande homenagem, que não foi possível fazer em vida. Escritora, feminista, investigadora, autora de mais de 20 títulos e co-autora das Novas Cartas Portuguesas, Maria Isabel Barreno deixou-nos uma obra marcante, escrita ainda antes das Novas Cartas.
Esse livro, infelizmente pouco conhecido, chama-se “A morte da mãe”. Nada melhor do que colocar neste texto, as suas palavras escritas nesse livro, como forma de a recordar e de expressar o sentimento de enorme admiração que temos para com ela.

Querida Maria Isabel Barreno,                                                                                             Obrigada pela obra que nos deixaste.                                                                                          Obrigada pela tua enorme solidariedade feminista.                                                              Até sempre!                                                                                                                                          A direção da UMAR

Do livro A morte da mãe, Lisboa, Editorial Caminho, 1989: “As mulheres continuam ocultas. Já muito se tem falado sobre elas: as coisas mudaram, num sentido e numa quantidade que há dez ou quinze anos seria impensável. No entanto, a maioria do que se diz e empreende relativamente às mulheres fica ainda numa margem relativamente superficial: na margem da funcionalidade, do estreitamente económico; nas margens de um sistema social que não quer, profundamente alterar-se”. (p.11)
“Explicaram-me primeiro que as mulheres têm ficado quase sempre em casa fazendo filhos e tricot; explicaram-me depois, com a grande paciência com que sempre fui tratada, que, quando se dizia homem, as palavras deviam ser vistas com maiúsculas, Homem, e que se pretendia com isso significar o ser humano, e todas as importantes coisas com ele relacionadas.
Mas, porque ficaram as mulheres em casa? E porque desapareceram elas nessa sombra linguística? Perguntei várias vezes sem que me tivessem dado resposta. Crescida, adulta, o meu filho, pequeno perguntou-me: “Mãe é verdade que os homens fazem tudo?”
A História dos homens está nos livros; mas a história das mulheres só é decifrável ao longo da cada vida”. (p.18)
Na foto, está Maria Isabel Barreno abraçando Maria Teresa Horta, sua grande companheira e amiga, no dia 13 de Abril de 2012 enquanto oradora no debate “Que causas para a opressão e ocultação histórica das mulheres?” promovido pela UMAR no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) em que foi revisitado o seu livro “A Morte da Mãe”.
Sempre disponível a colaborar com a nossa associação, participou em outros momentos da vida da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, tendo sido, nomeadamente:
  • uma feministas por nós homenageada no Jantar de Homenagem às Feministas dos Anos 1970/80, realizado em 2006 no Mercado da Ribeira;
  • estando como oradora no programa do Congresso Feminista 2008;
  • uma das homenageadas a 17 de Dezembro de 2011, aquando do baptismo do jardim do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) de “Jardim As Três Marias”, momento inserido no ciclo “Leituras Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas”;
  • autora do prefácio da 1.ª edição dos “Percursos Feministas – Desafiar os Tempos”, publicado pela Universidade Feminista e lançado no CCIF/UMAR a 8 de Março de 2015.

 

CCIF no Câmara Clara (2)

Ao minuto 2:30, Isabel Barreno fala sobre a iniciativa desta sexta-feira, e Joana Sales apresenta o Centro de Cultura e Intervenção Feminista.

Clicar na imagem, para ver o vídeo.

Lembramos que as inscrições para o jantar que se segue ao debate devem ser feitas até amanhã, às 17h. 8€ prato e bebida.

Leituras Imparáveis nos média

Cultura – Notícia SAPO – SAPO Notícias
O Centro de Cultura e Intervenção Feminista inicia a 16 de dezembro o ciclo ” Leituras Imparáveis” com “um dia com as ‘Novas Cartas Portuguesas'”, de Maria
noticias.sapo.ao/lusa/artigo/13489813.html

 

Agenda de fim-de-semana | iOnline
Centro de cultura e intervenção feminista, Lisboa às 02h; entrada livre. É a dupla da canção de intervenção satírica, de boa disposição e frases decididas.
www.ionline.pt/boa-vida/agenda-fim-semana-9

 

“Leitura Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas” no
“Leitura Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas” no Centro de Cultura e Intervenção Feminista.
www.noticiasgrandelisboa.com/calendario/2383.aspx

Feminismos e o CCIF na RTP2

Clicar na imagem, para ver o vídeo.

Com a presença da poeta Ana Luísa Amaral, o programa de Paula Moura Pinheiro – Câmara Clara-, de ontem foi dedicado aos feminismos, com direito a referência à inauguração do CCIF e à sua “excelente programação cultural”. Em Dezembro, Ana Luísa Amaral estará no CCIF, na iniciativa “Leituras Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas”, em que, ao longo de um dia (a começar a 16 de Dezembro e a terminar a 17)  realizaremos performances, exposições, leituras ininterruptas, debates e filmes dedicados a esta obra marcante para a literatura portuguesa e para o movimento feminista em particular. Parceria do projecto Novas Cartas Portuguesas – 40 anos depois, coordenado por Ana Luísa Amaral.

Notícia a propósito da inauguração do CCIF

“Não é fácil, mas é uma honra, ser filho de uma feminista”, diz António Costa

O presidente da Câmara de Lisboa confidenciou à Lusa, a propósito da inauguração da nova sede da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), em Lisboa, que “não é fácil, mas é uma honra, ser filho de uma feminista”.

António Costa foi um dos oradores na cerimónia que abriu oficialmente as portas do Centro de Cultura e Intervenção Feminista, espaço que será dinamizado pela associação de mulheres UMAR mas aberto ao público.

“Não tenho nada contra as feministas, resisti aos traumas de infância”, garantiu, sorrindo, pois no mesmo local encontrava-se a sua mãe, a jornalista e feminista Maria António Palla.

O autarca confessou mesmo que momentos antes tinha estado a partilhar “memórias infantis” com Guilherme da Palma Carlos, filho da jurista e feminista Elina Guimarães, que dá nome ao Centro de Documentação e Arquivo Feminista que partilha o espaço com o Centro de Cultura e Intervenção Feminista.

Sobre o papel das autarquias na promoção da igualdade, António Costa realçou que, sendo as cidades “o espaço da diversidade”, devem também “pressupor a igualdade”. “É isso que é o grande legado do movimento feminista, de que a UMAR é hoje o grande depositário”, afirmou.

O Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães “é um acervo muito importante, não só para os estudiosos, mas para a preservação dos valores, que são perenes, eternos e que devem inspirar muito daquilo que se há de continuar a fazer no futuro”, sustentou o autarca da capital.

“As questões que se colocam hoje já não são as mesmas que se colocavam há um século atrás ou há 20 anos, certamente são novas, e daqui a 20 anos novas questões ainda se vão colocar. É por isso importante que os valores persistam”, frisou, alertando para “o risco” de se desvalorizar a promoção da igualdade.

“Infelizmente, há sempre fenómenos que nos vão lembrando que não é assim e que esses valores da igualdade são valores que têm de ser preservados porque estão sob uma ameaça permanente“, contrapôs António Costa.

Também presente na cerimónia, a ex-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e atual deputada socialista, Elza Pais, considerou que “a igualdade não está atualmente na agenda política”, lamentando a acumulação de pastas da secretária de Estado Teresa Morais (Igualdade e Assuntos Parlamentares) e “não ter ainda definido as suas prioridades” para a área da igualdade.

“Até que enfim”, comentou, por seu lado, a escritora e feminista Maria Teresa Horta quando chegou ao novo espaço, onde se encontrou com muitas companheiras de “luta”, como Maria Antónia Palla, Maria Antónia Fiadeiro, Natividade Monteiro, Lígia Amâncio, Helena Neves, Teresa Joaquim, Fina d’Armada.

Maria José Magalhães, presidente da UMAR, realçou que “o feminismo é uma cultura de intervenção” e que a sede agora inaugurada pretende ser “um espaço aberto ao diálogo”, tendo como eixos “a memória do passado, a energia do presente e a utopia do futuro”.

Manuela Tavares recordou o esforço da equipa que em 2005 recebeu “caixotes e caixotes” de documentação do antigo IDM (Informação Documentação Mulheres), situado “numa cave da Rua Filipe da Mata”, para os acolher “numa sede a cair”, até se instalar no espaço agora cedido pela autarquia, em Alcântara.

Salomé Coelho, coordenadora dos programas culturais do novo centro, apelou a sugestões por parte do público e resumiu o objetivo das futuras iniciativas: “Dar visibilidade à cultura feminista, que não tem espaço nos meios tradicionais”.

Notícia, aqui.

Inauguração e Programação Cultural do CCIF, na TSF

   Centro de Cultura e Intervenção Feminista inaugurado esta quinta-feira

    Este espaço localizado em Alcântara, que inclui a realização de eventos dedicados à temática da mulher, resulta de «luta antiga» que implicou «conversações, petições e reuniões com a câmara».
O Centro de Cultura e Intervenção Feminista é inaugurado, esta quinta-feira, em Lisboa, um espaço que inclui, por exemplo, o Centro de Documentação Elina Guimarães, em homenagem a esta feminista do séc. XX, e um local para debates.

Filmes, debates, teatros e workshops são algumas das actividades previstas para este centro de cultura, que terá, em Outubro e Novembro, um ciclo de cinema dedicado à mulher palestiniana que será interligado com um curso livre de feminismo árabe e islâmico.

«Temos também workshops em que vamos fazer performances, produção artística, de cultura e de representações alternativas. Temos ainda debates sobre economia, peças de teatro e várias outras iniciativas até Dezembro», indicou a coordenadora de programação cultural deste centro.

Em declarações à TSF, Salomé Coelho adiantou também que a criação deste centro, que está localizado em Alcântara, «é uma luta antiga que culmina com este reconhecimento e valorização da UMAR e dos próprios feminismos».

«É uma luta antiga em que o papel da Manuela Tavares foi imprescindível. Implicou várias conversações, petições e reuniões com a câmara. Se não tivéssemos o centro o próximo passo seria acamparmos em frente à câmara municipal com todos os nossos documentos», explicou.

Neste centro, que tem também uma livraria, uma sala de conferências e um bar, poderão também ser consultados vários livros sobre os Direitos das Mulheres que estão reunidos numa biblioteca.

No arranque deste centro, serão distribuídos aos convidados alguns kits feministas, cujo «conteúdo espelha um percurso de 36 anos da UMAR, a sua produção, nomeadamente os roteiros feministas da cidade de Lisboa, catálogos do centro de documentação, documentação própria da UMAR».

Notícia Áudio, aqui.

Reportagem de Joana de Sousa Dias