E que venha 2021, com muita cultura feminista!

Após um ano atípico e exigente a todos níveis, com impacto muito assinalável para a vida das mulheres, raparigas e pessoas não binárias, a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta deseja a todas/xs um melhor ano para 2021, e que consigamos dar mais passos rumo a uma sociedade mais feminista, justa e igualitária.

Após sessão de ontem, a 30 de Dezembro de 2020, do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) dedicada à partilha de leituras da obra de Clarice Lispector, escrevemos-vos na véspera de Ano Novo no comprometimento de continuação da promoção e usufruto de uma cultura feminista, produzida por mulheres e/ou com uma forte perspectiva de género e feminista, contribuindo para a divulgação do trabalho das criadoras de cultura, qualquer que seja a sua expressão (literatura, artes visuais, artes performativas, música, etc.).

A nossa programação em 2021 continuará a ter uma forte componente de reflexão feminista sobre temas que nos afectam, sendo 2020 um bom exemplo do CCIF/UMAR de rápida adaptação e superação das dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19, tendo voltado a programação cultural exclusivamente para o ambiente online logo a partir da segunda quinzena de Março de 2020.

Foi ainda no primeiro trimestre que não deixámos morrer o ciclo até então presencial e mensal “Leituras Partilhadas”, duplicando a sua periodicidade de mensal para quinzenal e tornando-o acessível em qualquer lugar do mundo à distância de um clique. Periodicamente, este ciclo passou a incluir sessões de leitura temáticas, para divulgar, reflectir e celebrar obras de grandes escritoras como Maria Velho da Costa (um mês após a sua morte) ou Clarice Lispector (no mês do centenário do seu nascimento). Adicionalmente, por ocasião do Dia das Bruxas, realizámos uma roda de leitura sobre o tema da perseguição histórica às mulheres.

Para ajudar a combater o isolamento e incerteza das primeiras semanas da quarentena criámos, em Abril de 2020, o ciclo online “Conversas Soltas” que, desde então, organizou quase 2 dezenas de sessões online sobre várias temáticas intrínsecas à vida e aos direitos das mulheres e raparigas, como: os feminismos na actualidade; precariedade na cultura; crise na habitação; sexismo e idadismo; gordofobia; violências de género; mulheres migrantes; criadoras literárias e musicais; saúde das mulheres ou Pequim +25.

Além destes ciclos culturais e de intervenção feministas e das iniciativas presenciais dinamizadas pré-pandemia no nosso espaço em Lisboa/Alcântara, celebrámos novas parcerias com a plataforma cultural Gerador, Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival ou a STOP Gordofobia e demos continuidade a outras já estabelecidas como a Academia Galega da Língua Portuguesa, FEM TOUR TRUCK – Festival Itinerante de VideoArte Feminista, TransMissão: Associação Trans e Não-Binária ou a Revirada revista feminista.

Entretanto, desvelamos que outras iniciativas e parcerias têm vindo a ser preparadas, as quais ir-se-ão desabrochar ao longo de 2021!

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EM SETEMBRO DE 2021 CONCLUIREMOS 10 ANOS DE CONTÍNUA PROGRAMAÇÃO CULTURAL FEMINISTA, INTERNACIONALISTA E INTERSECCIONAL. 10 Anos em que, muitas vezes em esforço e sem qualquer tipo de apoio externo, não desistimos do nosso sonho de tentar disponibilizar da forma mais acessível possível ao maior número de pessoas, actuais criações culturais e artísticas assim como debates feministas.

Terminamos reiterando a nossa solidariedade para com todas as pessoas, sobretudo do sector cultural, que enfrentaram um grande revés em 2020.

Que 2021 finalmente traga o real reconhecimento do valor e papel da cultura para a sociedade!

Saudações Feministas e Rebeldes do CCIF/UMAR