QUI, 25 MAR 18H // Leituras Partilhadas

Após a edição especial do ciclo de leitura feminista do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) dedicada à palavra feminista no espaço público, teremos nesta semana, 5.ª feira 25 de Março às 18h, mais uma sessão regular deste grupo 🙂

Qualquer tipo de texto é bem-vindo, pode ser uma citação, verso, poema, artigo, romance, ensaio, notícia, manifesto…O importante é a partilha de algo que nos toque numa perspectiva feminista e respectiva reflexão conjunta.

Inscrições (gratuitas) para o e-mail: centroculturafeminista@gmail.com

Boas leituras!

TER, 16 MAR 19H // Encontro do CCIF/UMAR com Associação das Mulheres Rendeiras e CooperCuc (Brasil)

Com o objectivo de promover a cooperação luso-brasileira entre o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) de Portugal com a Associação das Mulheres Rendeiras (Pernambuco, Brasil) e a CooperCuc – Cooperativa Agropecuária familiar de Curaçá, Uauá e Canudos (Bahia, Brasil), realizaremos na 3.ª feira 16 de Março às 16h(BR) / 19h(PT) uma roda de conversa ainda em alusão ao Dia Internacional das Mulheres.

Esta iniciativa conta ainda com a colaboração da UNIVASF – Fundação Universidade Federal do Vale de São Francisco (Petrolina, Pernambuco).

Evento contará com a activista feminista brasileira Socorro Lacerda como oradora, que falará sobre os Direitos das Mulheres neste tempo de pandemia.

Estarão também como convidadas: Angelita Maria dos Santos, Cícera Josefa (Santinha) e Márcia Alves – Rendeiras Brasil; Denise Cardoso dos Santos – CooperCuC Brasil; Carla Kristensen, Joana Sales e Olímpia Pereira – CCIF/UMAR (Portugal); Alvany Santiago – Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O encontro será transmitido em directo no Youtube, nesta ligação: https://youtu.be/g3noJZGIK2Y

QUI, 11 MAR 18h // Especial Leituras Partilhadas: A Palavra Feminista no Espaço Público

Anunciamos que a próxima sessão online do ciclo Leituras Partilhadas do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR), será uma edição especial, no âmbito das comemorações do 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres.

Desta forma na 5.ª feira, 11 de Março de às 18h dedicaremos o espaço quinzenal do nosso clube de leitura feminista à temática “A Palavra Feminista no Espaço Público: Discursos e Manifestos”.

Inspirando-os neste simbólico dia de luta, procuraremos cruzar textos de feministas que nos inspiram a prosseguir as nossas caminhadas em prol da igualdade.

No nosso cartaz, temos uma amostra de algumas poderosas feministas de vários quadrantes e de distintas zonas do globo, numa sequência cronológica, partindo de Sojourner Truth, feminista abolicionista da escravatura nos EUA no século XIX a Sónia Guajajara, feminista indígena brasileira do século XXI – expressando um pouco da vitalidade e diversidade dos feminismos. As distintas identidades, lugares de pertença e de fala. As distintas teorias, perspectivas, alianças e activismos.

Nesta sessão privilegiaremos textos políticos, voltados para a acção feminista, sejam eles discursos, manifestos, citações/palavras de ordem, etc., que tenham sido na altura (ou posteriormente) mobilizadores, impactantes e/ou desafiantes para os activismos feministas.

Inscrições gratuitas para o e-mail: centroculturafeminista@gmail.com

Ansiosas por mais um fim de tarde de reunião, descoberta, reflexão e fruição feministas!

Sugestões culturais do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) para a Umbigo Magazine!

O Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) saiu no dia 8 de Março, na Umbigo Magazine! Demos uma contribuição para a rúbrica “5 Sugestões Culturais” que esta revista cultural de referência mantém desde a quarentena.

Sugerimos assim um livro, uma música, um filme, um projecto e uma entrevista.

Dentre as sugestões dadas, desvelamos a música Deixaas, da artista feminista galega de renome internacional, Mercedes Peón, participante da nossa sessão “Mulheres e Música. Representatividade e Emancipação na Música Popular e Tradicional” a 21 de Janeiro de 2021 (para quem não esteve connosco nesse evento, poderá ver o vídeo, aqui).

Mercedes Peón compositora instrumentista e vocalista galega, é considerada uma das mulheres mais carismáticas do circuíto da world music. Depois de aprofundar a tradição galega durante mais de 15 anos de investigação, em 2000 gravou o seu primeiro disco Isué. O tom do seu álbum de estreia foi tão forte e enérgico que ela se tornou sua própria marca. Peón misturou com mestria a tradição da gaita de foles e da percussão com a poderosa sua voz.

Deixaas é uma metáfora ancorada na indústria naval de Ferrol (Galiza) e uma crítica à construção social do género.

Uma amálgama de habilidade musical e de vanguarda criativa que retém a essência das preocupações actuais na música da compositora: identidade, género, crítica feminista, estética, linguagem, pertença, tensão global-local.

Este artigo completo com as sugestões do CCIF/UMAR poderá ser acedido neste link: https://umbigomagazine.com/pt/blog/2021/03/08/5-sugestoes-culturais-equipa-ccifumar

Saber mais sobre esta revista independente de arte e cultura em: https://umbigomagazine.com/pt ou https://www.facebook.com/umbigomagazine

MANIFESTO 8 MARÇO 2021 DA UMAR

8 DE MARÇO 2021

JUNTAS COM A FORÇA DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES!

Foi há muitos anos que milhares de trabalhadoras se levantaram com a força das suas reivindicações: 8 horas de trabalho, condições de trabalho dignas, igualdade salarial.

O percurso tem sido longo, com avanços e recuos, períodos de maior visibilidade dos feminismos na sua pluralidade e silêncios ainda não quebrados. De facto, nas palavras da filósofa e ativista Angela Davis, “a liberdade é uma luta constante”, assim como para a Simone de Beauvoir, ela é “(…) a nossa própria substância”, pelo que não devemos aceitar qualquer sujeição. E, como afirmou a feminista negra e lésbica Audre Lorde: “Eu não sou livre, enquanto alguma mulher não o for”.

Neste 8 de março, não podemos deixar ninguém para trás com as suas reivindicações que são múltiplas, porque são múltiplas as discriminações que ainda recaem sobre as mulheres. Como afirma Maria Gil, ativista feminista de etnia cigana: “Ainda há muitas vozes por ouvir”.

O sistema em que vivemos, patriarcal e de capitalismo selvagem, destrói o planeta, exacerba o racismo, a homofobia, a transfobia, promove a violência, invisibiliza e agride quem é diferente, quem sofre com a falta de uma vida autónoma na deficiência, quem quer viver de acordo com a sua identidade e expressão sexual, quem vem de outros países a fugir à fome e à guerra, e faz das mulheres as suas principais vítimas.

A falta ou o não reconhecimento de direitos abrange todas as mulheres, desde as trabalhadoras da área social, da saúde, às do setor terciário, mas sobretudo as dos setores da economia invisível, as empregadas domésticas, da limpeza, as cuidadoras informais, trabalhadoras do sexo, bem como as mulheres das zonas rurais, mulheres em situação de sem-abrigo, mulheres imigrantes, mulheres trans.

A situação pandémica tem agravado todas as discriminações e desigualdades.

A precariedade, o desemprego, a sobrecarga com o trabalho em casa e de educação das crianças têm o rosto de milhões de mulheres em todo o mundo. Em muitos países, jovens raparigas sofrem mutilação genital feminina e são casadas à força. São também as mulheres que mais sofrem com os efeitos devastadores da crise ambiental.

Apelamos à solidariedade com a greve feminista internacional, compreendendo os constrangimentos na sua adesão plena pelas questões sociais e económicas que se colocam, resultantes da situação pandémica e do confinamento.

A força das nossas múltiplas reivindicações passa por exigir:
Direito a uma habitação digna, pois existem muitas mulheres em situação de sem-abrigo que vivem em condições desumanas com as suas crianças;
Campanhas contra a mentalidade machista, sexista e misógina, que está na base da violência contra as raparigas e mulheres na intimidade, do assédio e da violência sexual;
Afastamento dos agressores de Violência Doméstica da casa de morada de família, aquando da denúncia do crime, com aplicação de medida de afastamento que proteja as vítimas deste crime;
Fim dos despedimentos com base na discriminação de género e da precariedade, possibilitando a subida nas carreiras e o acesso a lugares de decisão;
Direito à igualdade salarial e a salários dignos;
Direitos para as/os cuidadoras/es informais, nos serviços de apoio e domésticos, realizados, maioritariamente, por mulheres imigrantes e/ou racializadas;
Valorização do trabalho de reprodução social, com estímulo para a partilha de tarefas e para a criação de serviços públicos de apoio;
Direito a cuidados de saúde dignos e humanizados, que respeitem a autonomia das mulheres e a sua soberania sobre os próprios corpos;
– Garantia de condições para que as pessoas com deficiência tenham direito a uma vida o mais autónoma possível;
Intransigência legal e social face ao racismo e à ciganofobia, estimulados por discursos xenófobos e pela extrema-direita;
Combate à transfobia, lesbofobia e bifobia, porque cada pessoa é livre de protagonizar a sua própria vida sem sofrer discriminações;
Defesa da biodiversidade e dos recursos naturais do planeta, do direito à terra, à água e à soberania alimentar.

Estas reivindicações podem desmultiplicar-se em muitas outras, mas surgem como aglutinadoras da nossa força neste 8 de março.

A UMAR apela a uma mobilização reivindicativa nas redes sociais, que faça eco destas e de outras contestações feministas para este 8 de março.

Dando corpo ao mote “se as mulheres param, o mundo para”, apelamos à adesão da campanha #SeEuParar – divulgação livre e espontânea de um pequeno vídeo que explique “Se eu parar… (o que fica por fazer)?” – que tem como objetivo potenciar a consciencialização coletiva do trabalho produtivo e reprodutivo exercido pelas mulheres e criar uma maré feminista agregadora de todas as atividades que terão lugar no dia 8 de março.

Juntas, pela liberdade, com a força das nossas reivindicações!
A UMAR – UNIÃO DE MULHERES ALTERNATIVA E RESPOSTA

SEG, 8 MAR 18H // Conferência “Dia Internacional das Mulheres: Memórias de Percursos Emancipatórios”

O Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) associa-se à Biblioteca Municipal de Alcântara na realização de sessão especial online “Dia Internacional das Mulheres: Memórias de Percursos Emancipatórios” no próximo dia 8 de Março de 2021, às 18h00.

A conferência terá como oradora Teresa Sales, coordenadora do Projecto Memória e Feminismos e membro da direcção da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

O projecto Memória e Feminismos é desenvolvido pela UMAR desde 2012 com o apoio da pequena subvenção da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, com o intuito maior de resgatar, preservar e divulgar a memória de muitas mulheres que, de forma pouco reconhecida e até esquecida, conquistaram e trouxeram mudanças emancipatórias às suas vidas e às de outras mulheres, contribuindo para uma sociedade mais livre, solidária e igualitária.

Esta sessão especial comemorativa do 8 de Março insere-se no ciclo de conferências da Biblioteca Municipal de Alcântara “Cidadãs/aos e Cidadania”.

➡ Inscrições gratuitas em: http://bit.ly/3kMu6Gr

Nota: As inscrições (limitadas) deverão ser realizadas até ao dia 7 de Março, sendo que o link de acesso à sessão será enviado, até às 12h00, do dia 8 de Março (para o e-mail indicado neste formulário).

SEG, 1 MAR 18H // Apresentação do livro “Cuidar de Quem Cuida”

Na 2.ª feira 1 de Março pelas 18h, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIFUMAR) organiza uma sessão online de apresentação do recente livro “Cuidar de Quem Cuida. História e testemunhos de um trabalho invisível. Um manifesto para o futuro” da autoria de José Soeiro, Mafalda Araújo e Sofia Figueiredo.

Segundo a sinopse, “a partir de exemplos de Portugal e de outros países, Cuidar de quem cuida é um manifesto apaixonado por uma nova política pública de cuidados que reconheça o cuidador e o seu labor e desenha um roteiro das principais escolhas que teremos de fazer na próxima década para enquadrar os cuidados, reforçar as respostas sociais e cuidar de quem cuida”.

A apresentação estará a cargo de dois membros da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, Manuela Tavares e Francisca Ferreira e da autora Sofia Figueiredo.

A presença neste evento é livre. Será utilizada a plataforma Zoom.

Dados de acesso:
https://zoom.us/j/96728636189 | ID da reunião: 967 2863 6189 | Senha de acesso: 067123

Saudações feministas

QUI, 25 FEV 18H // Leituras Partilhadas Feministas: textos que nos marcam

Na próxima 5.ª feira 25 de Fevereiro às 18h, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIFUMAR) realizará mais uma sessão quinzenal online do ciclo feminista Leituras Partilhadas! Qualquer tipo de texto é bem-vindo, pode ser uma citação, verso, poema, artigo, romance, ensaio, notícia, manifesto…

O importante é a partilha de algo que nos toque numa perspectiva feminista e respectiva reflexão conjunta.

Inscrições (gratuitas) para o e-mail: centroculturafeminista@gmail.com

SÁB, 20 FEV 17H // FEMINISMOS EM ACÇÃO: VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

No âmbito do projeto permanente da CABE – Comissão de Apoio às Brasileiras no Exterior “Feminismos em ação”, juntamente com a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, através do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR), convidamos tod@s para uma conversa sobre “Violência Obstétrica” em Portugal e no Brasil.

O encontro será neste Sábado, dia 20 de Fevereiro, às: 🇧🇷 (BR) 14H | 🇵🇹 (PT) 17H | 🇮🇹🇨🇵 (IT – FR) 18H

O objectivo do evento, além da troca de experiências, é discutir numa perspectiva feminista, formas de violência, como preveni-las e, caso identificadas, como denunciá-las para as autoridades competentes.

Nossas convidadas são a enfermeira Cindy Enia Pimenta (Brasil) e a antropóloga Catarina Barata (Portugal).

Cindy Enia Pimenta é enfermeira no Brasil, com tese na UNILAB intitulada “Empoderamento Feminino no Processo de Pré-parto, parto e pós-parto após a instituição do programa de humanização no pré-natal e nascimento”.

Catarina Barata é doutoranda em Antropologia no ICL-IUL com uma pesquisa sobre perspectivas, discursos e representações acerca de experiências de violência obstétrica. É membro da direcção da APDMGP – Associação Portuguesa para os Direitos das Mulheres na Gravidez e Parto e da Associação Terra Batida.

Para participar, enviar um e-mail para: contatocabe@gmail.com

A sessão realizar-se-á via zoom e é gratuita. Evento: https://www.facebook.com/events/140915417800317

QUI, 11 FEV 18H // Leituras Partilhadas

Na próxima 5.ª feira 11 de Fevereiro às 18h, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIFUMAR) realizará mais uma sessão online quinzenal do ciclo feminista Leituras Partilhadas!

Qualquer tipo de texto é bem-vindo, pode ser uma citação, verso, poema, artigo, romance, ensaio, notícia, manifesto… O importante é a partilha de algo que nos toque numa perspectiva feminista e respectiva reflexão conjunta.

Inscrições (gratuitas) para o e-mail: centroculturafeminista@gmail.com

Boas leituras!