Leituras Imparáveis nos média
| Cultura – Notícia SAPO – SAPO Notícias O Centro de Cultura e Intervenção Feminista inicia a 16 de dezembro o ciclo ” Leituras Imparáveis” com “um dia com as ‘Novas Cartas Portuguesas’”, de Maria … noticias.sapo.ao/lusa/artigo/13489813.html
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| Agenda de fim-de-semana | iOnline Centro de cultura e intervenção feminista, Lisboa às 02h; entrada livre. É a dupla da canção de intervenção satírica, de boa disposição e frases decididas. … www.ionline.pt/boa-vida/agenda-fim-semana-9
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| “Leitura Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas” no … “Leitura Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas” no Centro de Cultura e Intervenção Feminista. www.noticiasgrandelisboa.com/calendario/2383.aspx |
Feminismos e o CCIF na RTP2
Com a presença da poeta Ana Luísa Amaral, o programa de Paula Moura Pinheiro – Câmara Clara-, de ontem foi dedicado aos feminismos, com direito a referência à inauguração do CCIF e à sua “excelente programação cultural”. Em Dezembro, Ana Luísa Amaral estará no CCIF, na iniciativa “Leituras Imparáveis – Um dia com as Novas Cartas Portuguesas”, em que, ao longo de um dia (a começar a 16 de Dezembro e a terminar a 17) realizaremos performances, exposições, leituras ininterruptas, debates e filmes dedicados a esta obra marcante para a literatura portuguesa e para o movimento feminista em particular. Parceria do projecto Novas Cartas Portuguesas – 40 anos depois, coordenado por Ana Luísa Amaral.
Notícia a propósito da inauguração do CCIF
“Não é fácil, mas é uma honra, ser filho de uma feminista”, diz António Costa
O presidente da Câmara de Lisboa confidenciou à Lusa, a propósito da inauguração da nova sede da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), em Lisboa, que “não é fácil, mas é uma honra, ser filho de uma feminista”.
António Costa foi um dos oradores na cerimónia que abriu oficialmente as portas do Centro de Cultura e Intervenção Feminista, espaço que será dinamizado pela associação de mulheres UMAR mas aberto ao público.
“Não tenho nada contra as feministas, resisti aos traumas de infância”, garantiu, sorrindo, pois no mesmo local encontrava-se a sua mãe, a jornalista e feminista Maria António Palla.
O autarca confessou mesmo que momentos antes tinha estado a partilhar “memórias infantis” com Guilherme da Palma Carlos, filho da jurista e feminista Elina Guimarães, que dá nome ao Centro de Documentação e Arquivo Feminista que partilha o espaço com o Centro de Cultura e Intervenção Feminista.
Sobre o papel das autarquias na promoção da igualdade, António Costa realçou que, sendo as cidades “o espaço da diversidade”, devem também “pressupor a igualdade”. “É isso que é o grande legado do movimento feminista, de que a UMAR é hoje o grande depositário”, afirmou.
O Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães “é um acervo muito importante, não só para os estudiosos, mas para a preservação dos valores, que são perenes, eternos e que devem inspirar muito daquilo que se há de continuar a fazer no futuro”, sustentou o autarca da capital.
“As questões que se colocam hoje já não são as mesmas que se colocavam há um século atrás ou há 20 anos, certamente são novas, e daqui a 20 anos novas questões ainda se vão colocar. É por isso importante que os valores persistam”, frisou, alertando para “o risco” de se desvalorizar a promoção da igualdade.
“Infelizmente, há sempre fenómenos que nos vão lembrando que não é assim e que esses valores da igualdade são valores que têm de ser preservados porque estão sob uma ameaça permanente“, contrapôs António Costa.
Também presente na cerimónia, a ex-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e atual deputada socialista, Elza Pais, considerou que “a igualdade não está atualmente na agenda política”, lamentando a acumulação de pastas da secretária de Estado Teresa Morais (Igualdade e Assuntos Parlamentares) e “não ter ainda definido as suas prioridades” para a área da igualdade.
“Até que enfim”, comentou, por seu lado, a escritora e feminista Maria Teresa Horta quando chegou ao novo espaço, onde se encontrou com muitas companheiras de “luta”, como Maria Antónia Palla, Maria Antónia Fiadeiro, Natividade Monteiro, Lígia Amâncio, Helena Neves, Teresa Joaquim, Fina d’Armada.
Maria José Magalhães, presidente da UMAR, realçou que “o feminismo é uma cultura de intervenção” e que a sede agora inaugurada pretende ser “um espaço aberto ao diálogo”, tendo como eixos “a memória do passado, a energia do presente e a utopia do futuro”.
Manuela Tavares recordou o esforço da equipa que em 2005 recebeu “caixotes e caixotes” de documentação do antigo IDM (Informação Documentação Mulheres), situado “numa cave da Rua Filipe da Mata”, para os acolher “numa sede a cair”, até se instalar no espaço agora cedido pela autarquia, em Alcântara.
Salomé Coelho, coordenadora dos programas culturais do novo centro, apelou a sugestões por parte do público e resumiu o objetivo das futuras iniciativas: “Dar visibilidade à cultura feminista, que não tem espaço nos meios tradicionais”.
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Inauguração e Programação Cultural do CCIF, na TSF
Filmes, debates, teatros e workshops são algumas das actividades previstas para este centro de cultura, que terá, em Outubro e Novembro, um ciclo de cinema dedicado à mulher palestiniana que será interligado com um curso livre de feminismo árabe e islâmico.
«Temos também workshops em que vamos fazer performances, produção artística, de cultura e de representações alternativas. Temos ainda debates sobre economia, peças de teatro e várias outras iniciativas até Dezembro», indicou a coordenadora de programação cultural deste centro.
Em declarações à TSF, Salomé Coelho adiantou também que a criação deste centro, que está localizado em Alcântara, «é uma luta antiga que culmina com este reconhecimento e valorização da UMAR e dos próprios feminismos».
«É uma luta antiga em que o papel da Manuela Tavares foi imprescindível. Implicou várias conversações, petições e reuniões com a câmara. Se não tivéssemos o centro o próximo passo seria acamparmos em frente à câmara municipal com todos os nossos documentos», explicou.
Neste centro, que tem também uma livraria, uma sala de conferências e um bar, poderão também ser consultados vários livros sobre os Direitos das Mulheres que estão reunidos numa biblioteca.
No arranque deste centro, serão distribuídos aos convidados alguns kits feministas, cujo «conteúdo espelha um percurso de 36 anos da UMAR, a sua produção, nomeadamente os roteiros feministas da cidade de Lisboa, catálogos do centro de documentação, documentação própria da UMAR».
Notícia Áudio, aqui.
Reportagem de Joana de Sousa Dias



